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NR-1 na prática: o que as empresas devem fazer – passo a passo

  • Foto do escritor: Simone Gallo
    Simone Gallo
  • 15 de abr.
  • 2 min de leitura

Como já temos falado por aqui, a adequação aos riscos psicossociais nas empresas é um fato. E, apesar de estarmos a menos de 2 meses da obrigatoriedade de implementação, muitas organizações ainda têm dúvidas sobre o que fazer e como fazer.


É importante ter em mente que o atendimento à norma faz parte de um processo dinâmico e contínuo: planejar, executar, monitorar e corrigir.

 

1. Diagnóstico inicial (não é opcional — é estruturante)


  • Revisão do PGR

  • Levantamento de perigos e dos riscos psicossociais (de forma à realizada da empresa)

  • Revisão dos processos e análise da cultura organizacional


O ponto de partida é a identificação de perigos, incluindo fatores psicossociais como sobrecarga, assédio e falta de suporte.


E mais: esse levantamento não pode ser superficial — ele deve considerar dados, indicadores e contexto real do trabalho.

 

2. Mapeamento técnico (com critério definido)


• Identificação de fatores críticos

• Avaliação de probabilidade e impacto

• Registro formal em matriz de riscos


Após o mapeamento, é necessário que a organização estabeleça critérios formais de avaliação, com gradação de severidade, probabilidade e nível de risco.

 

3. Plano de ação estruturado (ação, não discurso)


• Medidas preventivas

• Ajustes de liderança

• Revisão de metas e processos

• Criação de canais seguros


Uma vez identificado e classificado o risco, é obrigatório definir e implementar medidas de prevenção dentro do plano de ação do PGR.

 

E aqui entra um ponto crítico:


• riscos psicossociais não são tratados com ações genéricas de bem-estar

• exigem processo e intervenção organizacional


4. Integração com governança (NR-1 é tema de diretoria, não só de RH)


As ações e decisões precisam estar integradas à governança da empresa, com envolvimento da alta liderança e inclusão na agenda estratégica.

 

5. Monitoramento contínuo (o maior erro das empresas)


Aqui está um dos pontos cruciais: as empresas precisam controlar e centralizar essas informações de forma estruturada, permitindo gestão, rastreabilidade e atendimento à fiscalização.


As ações também devem ser continuamente revisadas, pois a norma exige acompanhamento da eficácia das medidas adotadas, com registros e evidências.


Ou seja: não basta implementar é preciso provar que funciona.

 

Conclusão


A NR-1 não é apenas uma norma técnica. É um novo modelo de gestão.


Como resultado esperado, temos: redução do passivo trabalhista, maior segurança jurídica, fortalecimento da cultura organizacional e vantagem competitiva.


Empresas que tratam como obrigação documental criam risco. Empresas que tratam como estratégia constroem proteção, reputação e sustentabilidade.


E, no cenário atual, isso deixa de ser diferencial —e passa a ser sobrevivência.

 

O ministério do Trabalho lançou um manual super relevante para implementação  da solução, conforme link abaixo:


 
 
 

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